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26 abr/24

Desempenho zootécnico: veja por que sua engorda não está rendendo como poderia

Você investe, cuida, alimenta — mas, no final do ciclo, o ganho de peso não justifica os custos? Esse é um cenário comum na pecuária de corte e uma frustração recorrente entre produtores.

O que nem sempre é visível – mas, fundamental – é o desempenho zootécnico. Se ele estiver abaixo do esperado, pode estar drenando a rentabilidade da sua operação sem que você perceba!

A boa notícia é que existe solução – e ela é bem mais viável do que parece.

Assim, a fim de entender por que os animais não estão atingindo o potencial de ganho diário ideal, é preciso olhar para além do tipo de manejo. Há outros pontos que impactam nisso:

  • A ração fornecida;
  • O controle da formulação;
  • A logística de entrega;
  • A adaptação a ingredientes específicos.

Ou seja, o que parece um detalhe, na verdade, define seu lucro por arroba.

Neste conteúdo, entenda esse conceito, os principais entraves enfrentados no campo e a estratégia mais eficiente nessa mudança de cenário: ter sua própria fábrica de ração dentro da fazenda.

O que é desempenho zootécnico?

Refere-se ao conjunto de indicadores que avaliam o crescimento, conversão alimentar e produtividade dos animais.

Em bovinos de corte, por exemplo, o foco principal costuma ser o Ganho Médio Diário (GMD), que revela quanto peso o animal ganha por dia ao longo do confinamento ou semiconfinamento.

Além do GMD, outros fatores como eficiência alimentar, índice de mortalidade e uniformidade do lote também compõem esse desempenho.

Ou seja, é uma medida abrangente que revela a eficiência real da nutrição, do manejo e da sanidade animal. Quando esses índices estão abaixo da média, os prejuízos operacionais se acumulam.

Por isso, entender o conceito é o primeiro passo para identificar gargalos ocultos que impedem a rentabilidade máxima da operação.

Um lote com média ruim não é apenas um problema de produção – é um sintoma de falhas sistêmicas que precisam ser resolvidas.

A importância do desempenho zootécnico

Essa métrica vai muito além de um simples número: o desempenho zootécnico é um reflexo direto da eficiência econômica da pecuária.

Se o animal converte mal em peso, a fazenda perde margem – e a partir disso cria um ciclo negativo:

  • A engorda atrasa;
  • O ciclo produtivo se estende;
  • Aumentam-se os custos com alimentação e mão de obra;
  • O tempo de ocupação das estruturas fica maior.

Portanto, ter controle sobre o desempenho zootécnico permite ao produtor tomar decisões baseadas em dados reais, não em percepções.

É a base para planejar compras, definir estratégias de suplementação e prever os resultados financeiros do confinamento ou do pasto suplementado.

Em um mercado cada vez mais competitivo, com custos elevados e margens apertadas, medir e reagir com base nisso é o que separa os produtores que sobrevivem dos que prosperam.

Os principais desafios enfrentados pelos produtores

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Apesar da importância, melhorar esse indicador ainda é um desafio para os pecuaristas.

Um dos principais entraves é a dependência de soluções prontas, com pouca flexibilidade de adaptação às características específicas de cada propriedade, tipo de animal ou condição climática.

A falta de procedência ou qualidade da ração

Um dos maiores vilões do baixo desempenho zootécnico é a ração de procedência duvidosa, sem uniformidade ou qualidade inconsistente.

Muitas vezes, o produtor compra de fábricas distantes, sem saber se a fórmula recebida é realmente a contratada. Isso gera ineficiência e prejuízo invisível, já que o animal consome, mas não converte.

Além disso, rações prontas podem conter ingredientes menos nobres ou fora da proporção ideal para a fase do animal. O resultado é um GMD abaixo do potencial, mesmo com altos custos.

O que parecia um bom negócio no momento da compra pode se revelar um erro estratégico ao final do ciclo.

Entraves com custos e prazos de entrega

Além da questão da qualidade, o custo e o prazo de entrega da ração são grandes obstáculos.

Comprar de terceiros representa fretes altos, atrasos logísticos e perda de autonomia. Em momentos de alta demanda, o fornecimento não acompanha o consumo, prejudicando o indicador do lote.

instabilidade nos preços também afeta o planejamento financeiro da fazenda. Com a oscilação no custo do milho, do farelo de soja e da logística, o preço da tonelada varia de forma imprevisível.

Terceirizar a alimentação é, muitas vezes, terceirizar o controle da rentabilidade. O produtor acaba ficando refém do fornecedor e não consegue otimizar a dieta de acordo com a estratégia.

A falta de autonomia na adaptação de ingredientes

Cada fazenda é única. Solo, clima, animal, metas de engorda e insumos disponíveis variam bastante.

No entanto, muitos produtores continuam presos a dietas padronizadas que não respeitam as especificidades da propriedade.

A falta de autonomia na hora de adaptar ingredientes – por exemplo, usar coprodutos locais como polpa cítrica, casquinha de soja ou DDG – é um grande limitador.

Esses ingredientes, quando bem utilizados, reduzem custo e mantêm desempenho, desde que seja possível ter flexibilidade de formulação que só quem tem controle direto consegue aplicar.

Com uma alimentação inflexível, perde-se a oportunidade de otimizar custos e explorar o potencial nutricional da região. Isso afeta a performance zootécnica e a lucratividade da operação.

Qual a melhor estratégia para melhorar essa performance?

A partir desse contexto, vem a pergunta: o que fazer para mudar esse cenário? É preciso ter controle total sobre a nutrição?

A resposta é mais simples do que parece: escolher os ingredientes, ajustar a fórmula conforme os objetivos e garantir a qualidade em cada mistura.

E a melhor forma de fazer isso é com uma fábrica de ração própria dentro da fazenda.

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Com uma mini-fábrica, o produtor formula rações personalizadas com os ingredientes disponíveis, adaptando a dieta ao lote e ao clima.

Isso traz economia imediata e aumenta o desempenho zootécnico ao alinhar 100% da alimentação às necessidades do animal.

Além disso, a produção interna elimina atrasos, reduz custos com frete e garante rastreabilidade e frescor na ração.

É uma mudança que transforma a performance do gado e a margem da propriedade de forma sustentável. E foi o que aconteceu na Fazenda Guadalupe, veja:

https://www.youtube.com/watch?v=F5UswIfkTyQ&t=4s

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